sábado, 30 de julho de 2011

Blog :O Gótico Ateísta A Subcultura Gótica e o meu Ateísmo...


Blog :O Gótico Ateísta
A Subcultura Gótica e o meu Ateísmo...
Para alguns, isso seria algo assim espantoso, mas não é nada de mais, vejam e lhes explicarei. Muitas pessoas estão acostumadas a ver os góticos, como amantes da fantasia, de um mundo imaginário e repleto de obscurantismo. A princípio Gótico não tem uma definição de religião, ou que desperta religiosidade em ninguém e nem faz tornar alguém crente ou descrente. A isso chamamos de Laicismo, cada um segue o que lhe é pertinente, existem góticos que são cristãos, satanistas, judeus, budistas, pagãos, islâmicos, agnósticos e no meu caso ateu e outros. Ou seja, o conceito de Subcultura Laica (por se tratar em uma cultura dentro de outra) pode ser aplicado neste caso. Aí as perguntas começam a surgir.
Mas e essa de obscurantismo, ocultismo, melancolia, luto, gosto pelo mórbido ou até mesmo tristeza? Vou mostrar-lhes isso, a antropologia também explica o ser humano sempre teve uma paixão pelo obscuro, pelo trágico, saudosismo que seria lembrança de momentos bons, nostalgia momentos não vivenciados, que sempre “viveram” em sua mente, a fantasia que vive mesmo no inconsciente de cada um, o gosto pelo mórbido seria tal como o gosto de ver seu próprio fim ou pelo funesto (não entenda que o gótico vai se matar) tal melhor exemplo disso do que o Livro do Apocalipse na Bíblia, e outros tais ditos livros sagrados. A tristeza é algo corriqueiro de toda e qualquer pessoa, só que nos góticos isso é demonstrado com uma maior clareza.
Ao contrário do que se pensam góticos mesmo sendo soturnos, não são seres depressivos, mas tem sua forma própria de manifestar sua lamúria. Algo que vai lhes refrescar a memória, para quem já passou do 1º ou 2º ano do ensino médio e estudou, peguemos os livros da 2ª geração romântica do Brasil. (Alvarez de Azevedo, Augusto dos Anjos, Castro Alves e outros) pode se notar esses fatores que dito aqui, o gosto pelo mórbido que pelo menos eu tenho, se aplica ao conceito de que a Morte é única certeza, ai vocês verão uma semelhança com o Ateu, que vive sua vida com intensidade, aproveitando ao máximo. A questão espiritual eu vejo apenas com o uma alegoria pra um enredo obscuro pra uma bela poesia, ou até mesmo uma encenação, teatralização, porque o gótico no convívio social se torna um ator como toda qualquer pessoa (Atores sociais), em filmes ou qualquer outra forma de arte, lugar onde as pessoas podem expressar suas angústias, idéias e mostrar o que lhes chateia. A Subcultura Gótica é muito mais do que simples roupas, música, arte, literatura, filmes, costumes, romantismo, ou qualquer segmento dentro da própria Subcultura é antes disso de uma forma particular, o Meu modo de ver a realidade, com um olhar mais cético, ver as mazelas do mundo e se indignar com isso,aí você deve estar pensando, isso não é do Gótico e sim do Punk, Para os mal informados o Gótico(o oitentista) é um primo próximo do Punk,se não a seqüência do Punk,Gótico anos “80” tem raízes.Punk, Pós Punk, Post Punk (diria que o gótico é um punk mais refinado)e para você que vai pesquisar o que vais achar é aqueles dizeres sobre os godos germânicos,muito da Subcultura Gótica veio como um apanhado de outras culturas que já existiam,isso é anterior a cena Gótica que se propagou anterior ao movimento dos anos “80” ou dos godos ,isso provém da época dos Celtas e elementos oriundos do paganismo.
Mas isso não vem ao caso se não vai ficar muito extenso, mas indo direto ponto ,ao meu ver a Subcultura Gótica é simplesmente um movimento artístico, tal como os hippies,headbangers,uma forma livre de pensamento,conceitos ideológicos, culturais e expressão, independente de cor , raça, sexo,opção sexual e principalmente religião, cada qual pode fazer suas escolhas,o que rodeia e acaba sujando a cena, são alguns elementos que se dizem góticos e de góticos nada tem, depredam e vandalizam a isso chamo de marginais. O gótico verdadeiro ele aprecia arte, seja um quadro, uma estátua, monumentos com traços góticos, ou apenas um poema que lhe chame a atenção por identificação, ou a melancolia de ver injustiças e usar da arte para protestar, até mesmo chocar e alertar para a realidade certas vezes. O que tem em comum o meu Ateísmo e a Subcultura, o que tem que ambos são questões de caráter filosófico, ideológicos, são escolhas pessoais, intransferíveis, visões de mundo e de realidade. Apreciação pelo laicismo, o que Aguça A mente secular, (Laicismo é uma das virtudes do Humanismo) respeitando as opções de outrens. A Subcultura não prescreve e nem proíbe religiões. Dentro da Subcultura existem vários segmentos nem por isso deixam de ser góticos, cada qual com seu ponto de visão. O que importa é ter ideologia e correr atrás do que pensa ser o seu melhor.
Cavalheiro da Razão
“Afogando-me no oceano de lamentos,
Será que estou errado
Condensando neste mórbido pecado de viver?
Caindo no abismo das perdições da vida,
Destroçando em mim, pouco a pouco as congregações
Acreditando em algo que no fim,
Descobri que era uma brincadeira, quase o abraçando.
Com uma corda no pescoço por nada,
[Decepem minha cabeça com espada de honra, Minha fé não permite viver]
Passavam-se os dias e a paixão pelo morgue,
Me soprava aos ouvidos o teu cântico mórbido de amor,
Sonata obscura de aproximação fatal.
Mas antes que o carrasco do pecado de viver neste Inferno de Deus
Me sucumbisse e me fizesse abdicar da razão
Dei-me conta, de que não merecia aquilo e que não era real.
Despedaçar-me por nada?
Enfim enxerguei-me no alto do abismo,
Lágrimas ao vento escorriam tornei-me um anjo ateu,
Caminhando pelo vale com uma lança para destroçar esta mentira,
Cuspi-la aos montes e o jogá-la no poço pútrido de lama.
Depois de cair levantei-me. Mentiras não mais,
Homens são homens,
E não ratos de uma suposta vontade,
De Força e Honra, são constituídos os tijolos de meu castelo.”

3 comentários:

  1. Uau! isto é forte cara, sensacional.
    Este post foi de grande valia.

    Obrigado!

    N.S.Donald

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    Respostas
    1. Obrigado por sua visita, me sinto honrado por tais palavras amigo.
      Sou eu é quem agradeço pelo seu comentário.

      Abraços.

      A. Rodrigues

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